Eles diziam e ainda dizem, que o que eu senti nunca passou de vaidade. É o que minha alma gêmea quer acreditar desde o começo. Desde o fim. Desde, sei lá. Ela só queria acreditar que sua base, contudo, não é como você pensou que fosse. Que é forte e não te gosta mais. Que não precisa sentir verdade no que você diz e faz. Que não te cuida em pensamento. Que é força e não discute contigo, esperando que se desculpe e demostre sua consideração por ela. Por você, por mim. Por nós. Incrédula e com razão, para e pensa. Como conseguiu passar por tudo sozinha, como me viu definhar em melancolia naquele travesseiro de fronha com bolinhas, fino, que me acompanhava todas as noites. Vazias sem sua presença. Vazias noites sem sequer perspectiva em te-lo aqui, por 24 horas, menos, que fosse. Eu só queria poder ter visto um sorriso seu de perto, a 1 metro de distância. Não peço mais, seria infâmia, comparados aos mais de '945548485.6132385' Km que nos separam.
Eu sou ridícula, digna do adjetivo... Em deixar a minha segunda pessoa tomar conta do que eu escrevo. Do que eu te escrevo sem rotulo. Sem uma marcação, nome, ou destinatário.
Indiretamente. Minha cara.
Minhas manias, suas funcionalidades. O que te parece cordial, fica. O que não, você manda ir. Como o verbo semi-solto e formal que nós dois usamos sempre, (gostar)/'indiferença'. Sem interesse no que deixa ou não contente e quando sim, é só carinho... Completamente avessos! Que falamos das nossas individualidades, como se fossemos melhores amigos. E eu não sou. Não sou sua melhor amiga! Hoje sou o melhor pra mim, mas isso não vem ao caso, não mais agora.
Eu só gosto de me manter por perto, mesmo que ache que tem o comando de tudo sobre você.
Quando o que eu sinto em relação a isso, se faz a contrapartida. Quando a reciproca a sua 'melhor amiga' não é completamente verdadeira. Quando o seu maior defeito, consome o que se diz autentico... Que projetado ou não, não é. Quando me nega em si.
Só te peço, meu caro, que se um dia chegar a me ler, não me leve ao pé da letra. Essa 'história' não tem pé, membros, físico... Tem coração. Sempre soubemos.
E quanto ao que sentíamos/'sentimos': Diga que conhecemos o amor de uma maneira diferente e eles investigarão gerações.
Ao passado, ao presente.
Carta ao futuro.
Tatiane Salles.