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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Arco-iris.

Não permita que a coisa mais linda
Em você, venha apagada.
Deixa vir com sorriso largo,
Porque é assim.
Coisas bonitas, merecem sorrisos.
Deixe toda tristeza pro travesseiro,
Mas a palavra, deixa vir em cor...
Arco-iris, como o meu olhar
Toda vez que te encontra.

Aos contrastes.
Ao que nasce involuntário.


Tatiane Salles.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O vento soprou.

O vento soprou o que tinha de invariável.
Separaram e os levaram embora.

Dissemos que não iriamos para lados opostos.
Prometemos indiretamente ficar até quando fosse possível,
Até quando houvesse verdade,
Até quando...
Não deu mais.
O vento bateu forte, conduziu-nos pra 'distante'.
Como a maresia que me bate, te bate e vai.
Como par sem dois.
Como a onda que vem alta, bonita e morre.
Como as circunstâncias que insistem.
Como todas as dissertações sem resposta.
Como a mania de retrospectiva.
Como as borboletas que aprenderam a voar ao som da nossa canção.
Como tinha e o temporal levou
Como tem e o vento sopra 'naturalmente' pra longe de nós.
Como o ímpar.

As ocasiões guardadas.
A tinta da memória.


Tatiane Salles.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Buquê do amor.

Não despetale as flores no caminho,
Cuidado, Romeu.
Traga o ramalhete inteiro,
Se pretende vir... 
A 'arca' não pode fechar.

Aguardo-te na alameda, 
Enquanto renasce o bosque encantado.
Espero o buquê do amor único e singular.
E quanto a essência...
O limite não está mais aqui.

Aos amores de primavera.


Tatiane Salles.

domingo, 9 de setembro de 2012

E que venham mais 18.

Ela. A pessoa mais fantástica do universo. A menina com sabedoria de grande mulher. Ela. Que entre sorrisos, sopros e choros cresceu de uma forma maluca e quase obrigatória. Que caiu 9 vezes e se levantou 10. Que sorriu, quando outras pessoas, certamente chorariam. Que despejou água dos olhos enquanto outros muitos esbanjavam falsos olhares sorridentes. Sincera, ela. Que sente de forma intransferível e inigualável.
Traz-me felicidade quando não me há motivos, faz brilhar quando tudo se parece escuro, é presente quando necessito, é palavra quando muita das vezes não tenho, é meu ombro amigo e verdadeiro. A ponte para alcançar a distância e a lembrança para criar a saudade. Ela...
A moça de quem falo, é meu espelho e exemplo que exponho. Porque essa moça, meu caro, não é só uma menina de olhos marcados por interiores que só ela conhece... É uma mulher firmada com vontade de ser mais! Mais na cura da dor, mais alegria na tristeza, mais emoção na frase, mais verdade no abraço, mais razão no ato, mais força na dificuldade, mais refrão na canção, mais clarão na luz apagada, mais paciência no inesperável, mais consolo na lágrima, mais orgulho na família, mais amor ao certo, mais flexibilidade ao incerto, mais lembranças nos amigos, mais realidade no plano, mais união no que te faz bem, mais segurança nas inseguranças, entre outros tantos, acompanhados de um único porém: ela só não sabe que é o resultado da soma disso tudo e muito mais.
Completa hoje seus 18 anos, que internamente são mais que completos. Lhe agradeço por ser mais que presença em mim. Por ser minha amiga, o meu consolo, a minha felicidade e o 'mais' da minha vida. Obrigada por me permitir fazer parte desta comemoração com você e dessa gigantesca montanha russa que as vezes sua vida se torna. Essa gratidão será eterna, assim como a nossa amizade.

Parabéns. Feliz aniversário!

A amiga exemplo.
A conselheira e companheira dos dias bons e ruins.
A Gabriela Fabiana Vieira, minha linda, minha flor, meu jardim inteiro.
A que convive 'pacificadamente' com meus injous e tolices.
Ao meu anjo da guarda e a imensa consideração pelos quase 2 anos de irmandade.
A esse dia tão significativo.
E que venham mais 18, mais, mais e mais...


Tatiane Salles.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

E se te calas? Eu me calo.

Passaram-se os dias, nada mudou. Sente-se, sinta e expresse.Vamos regar o que resta. Já que palavras tenho, mas não sei como as usar. E nem se queres usa-las comigo, já que teu silêncio agora é mais uma particularidade com a qual eu tenho que conviver. E há quem diga que nada é irrelevante. Se não fosse... Ah, bem que uma hora você acaba relevando. Relevando o que a princípio era tudo de lindo pra nós. A nossa amizade, afinidade, nosso apego, nossa preocupação um com o outro, nossa companhia, nossa distância mais próxima que 1 e 2. Que possui uma dizima periódica infinita por entre, mas que são vizinhos, assim como era o nosso sentimento.

Se é que existiu mesmo um nosso pra você na 'nossa' história, na nossa construção, que foi breve, mas foi concreta e que por um certo instante se eternizou, assim como me fez amadurecer. Amadurecer o que de escuro me cabia, pois o que de claro te cabia, escureceu-se como a sombra do orgulho que lhe assombra todas as vezes que se esbarra com o meu ser, que sem querer, pareço não mais agradar-te. Que prefere ficar distante e me deixar distante, como se eu não tivesse tido significância o suficiente para permanecer em sua vida. Como se eu fosse verdadeiramente desnecessária pra você. E se te calas? Eu me calo. Fria, pura e serena, igual a tua forma de querer se conter, quando de fato sabes que me atinge; como aos laços que você desatou 'sozinho' com sua sempre forma de precipitar todas as decisões, ou de querer me magoar propositalmente... Não acredito que venha a ser outro motivo, mesmo que no fim de tudo, negue.

Eu só não acredito mais!
Não acredito.

Não acredito nas desculpas que me dava, caso fosse o errado.
No que me falava, sem se-queres ter visto.
Não acredito na música que você diz que toca,
Tão pouco o simples fato de estares  ali comigo, enquanto conversávamos.
Nas suas 'declarações' indiretas.
Não acredito nos tons das mensagens que foram deixadas a mim,
Creditadas com um 'não se esqueça' no final.
Nem no número discado, ligação que nunca se fundou.
Não acredito nas suas ocupações, muito menos no 'fato' de estar me lendo, aqui, agora.
Nem que ouvistes uma música e pensaste em mim, em 'nós'.
Não acredito não.
Não acredito na sua paranoia, no seu ciúme,
No seu cuidado, carinho e atenção.
Se fossem realmente verdadeiros, não se afastaria assim.
Não acredito no seu gosto, na sua preferência
E se queres saber, nem no seu andar eu acredito mais.
Não acredito nos lugares em que você me dizia ir, 
Nas pessoas que estavam contigo, nem no que fazia.
Não acredito no seu bom/mal humor, já que este, você sempre alternava.
Enfim, não acredito nas suas mentiras e ainda menos, nas verdades.
Não creio e não quero mais as suas 'promessas'.
Não acredito e não quero seus planos.
Não me quero aqui.

Eu só acredito no que se abstém, no que não me dizes.
Eu só acredito quando nada diz e prefiro que fique assim, como está.
O complicado dói, porém é mais 'bonito'!
O justificável, engana!
E vai ser assim...
Como soar-lhe o intocável.
Como tocar o Rock in Roll.

Ao silêncio.
Ao despertar da razão.


Tatiane Salles.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Solidão.

Insegurança em fortaleza,
Evidências do medo ao muro velho.
Solidão é o que convém.
 Harmonia não é formar varal,
Nem as estrelas possuem o mesmo dom.
Pois estar ao lado, não significa muito
Quando não se sabe fazer parte...
Deste sentir;
Desta 'coisa' que falece a cada instante.

A irrelevância.


Tatiane Salles.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Moldadas a realidade.

A emoção que caí,
De um imperfeito eu que tinge folhas enquanto escreve.
Que diante dessa discórdia, 
Nada tem além de suas humildes lágrimas.
Águas moldadas a realidade.
O real que não briga,
Não obriga.
Lhe acompanha.

As mágoas.


Tatiane Salles.