Ao show de talento que se pusera diante de nós.
Punhos que deslocavam-se,
Fazendo do lugar, poço exclusivo do clássico.
Apoiados de uma gigantesca estrutura,
Da plateia e dos ouvidos, muita das vezes leigos,
Órgão que se punha, ao som do homônimo.
Musicalidade em forma de equação sonora.
Teclas, que de longe ostentava,
As belezas que o universo possui.
Maestria que ordenava os polegares,
Mesmo não sendo tão usados, como os demais.
Num relance já via,
Desvendando os mistérios das notas.
Como ouvia dizerem que é.
E que realmente eram, dominantes à seu posto.
E como assim, me pegava,
No gerundismo de valsar, desfilando nele,
Sem por os pés no chão.
Ao som do que me embalava.
Ao som do, mais surdino piano.
Aos músicos.
Aos concertos e transformações.
Ao instrumento.
Tatiane Salles.






