Chorar,
Ou, sorrir chorando.
Mascaras!
Que sempre tapava o sol com a peneira,
Como dizia à querida avó.
Que faziam por parecer,
Meus erros bem maiores que os seus,
Como se fosse possível contabilizar dois seres.
Mascaras!
Que sempre lhe cobriu,
Protegeu, me invadiu
Com seu protótipo de exercer,
O que de mais bonito lhe cabia em hora.
Mascaras!
Sinais, que deixaram no rosto...
No rosto do íntimo, que não mais sofre.
Mas que se entristeceu em demasia,
Por ter permitido isolarem parte do meu corpo.
Corpo esse, que presentemente vaga por aí, sem intenção.
Mascaras!
Com esse ponto de exclamação gritante,
Que fica mais coerente no final da história.
Que nem se fez, mas que ficou.
Que poderia ter transparecido inumeras reticências...
Esses pontinhos teoricamente tachados de madura significância,
Mas que praticamente abandonaram o navio,
Carregando junto a torpe da folha, com o endereço certo.
Deixando-me perdida no naufrago, ao escuro dos sinais.
É impossível terminar sem sorrir,
Chorar,
Ou, sorrir chorando.
Mascaras!
São as mesmas que revelaram,
A incompatibilidade de 'nós'.
Aos que se cobrem, se escondem.
Aos que seguem sem intenção.
Aos que se esqueceram, mas que se lembram.
Tatiane Salles.






