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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Fechadura enferrujada.

O mundo não é tão feio assim.
Nem bonito assim.
Nem tão complicado assim.
Nem ideal assim.

O mundo não é tão grande.
O mundo é tão pequeno.
Tão fraco, baixo, falho
E ao mesmo tempo, tão imenso... 
Quando existe alguém, 
Especial do outro lado.

O mundo é mundo.
Mas nem tem importância mais.
Medo não há.
Compreensão não há.
Vivo nessa atual volubilidade.

Tudo se perde em,
Moléculas e átomos.
Tudo resume-se à milhas,
Bem pra lá do centro-oeste...

Mas, a culpa é toda do mundo.
Das coincidências. 
Minha, sua...
Ou, da fechadura enferrujada do meu,
 Novo/velho coração.


Tatiane Salles.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Maior desejo.

Seu desejo é o maior.
O Seu desejo é o mínimo dos fatos.
Escorre, navega, inunda.
Consome-se à proliferação do ato.

Corações, suores, corpos,
Bocas, peles, poucas...
Verdade imunda,
Essa que corre. 

Amores, faces nuas.
Cavalheiro eterno.
Devaneios, sua mão na tua.
Laceadas por fita vermelha, cor paixão.
Neste hoje, amanhã...
E, talvez, nunca.
Ela só espera pela sensação...
De estar perto,
Do, seu maior desejo.


Tatiane Salles.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Que se lembre.

"Eu acredito em você!"
É, assim em negrito e em fonte maior.
Para ter mais força.
Só para que não se esqueça.

E se caso algum dia se esquecer,
Lembre-se imediatamente que você existe.
Não se ignore, não desacredite.
Não dê tchau aos seus sonhos, tuas vontades.
Não pare de se sentir, ou de ter sentimentos.

Diante desse presente duvidoso,
Desse futuro improvisado,
O que irá te acontecer,
É fruto do que habita dentro de si.

Que as decepções façam parte.
Até certo ponto, à ponto, que...
As supere e ás vença de cabeça erguida.
Sem frustrações.

Não se deixe levar pelo cansaço dos dias,
Pelo descrer do corpo.
Ou, pela fé, que ás vezes, sem querer lhe oscila.

Que os obstáculos sim, existam.
Mas que se quebrem ao meio.
E que você não os trespasse simplesmente,
Mas que os demitam e os derrubem.
É natural, faz parte do nosso show!

Que todas as barreiras e todas as portas,
 Não te impeçam de ver as janelas.
Que não deixe o embaço dos vidros,
Ofuscarem a beleza do seu rosto.

Que os dois lados da moeda não te enganem mais.
E sua superação não seja sinônimo de risos forçados.
Que não se submeta, mas que se arrisque
 Quando sentir que é necessário.

Que não se assuste tanto com as inconstâncias.
Pois elas são mesmo inerentes.
Que evite momentos de ansiedade,
Esses não te fazem muito bem. ("Te conheço.")

Que você não fuja das emoções,
E nem permitam que elas te derrubem,
Caso sejam,
O oposto do seu desejo.

Que principalmente, não deixe de acreditar em você.
Que de verdade, não se esqueça.
Que não se permita.
Que não se permita à ir embora.
Que seja doce.
Que repita vinte vezes, todos os dias,
"Que seja doce, que seja doce...".
Que se recorde da vida.
Das coisas ruins, das coisas boas.
De você, de nós.
De "nós"...
Que se lembre.

Tatiane Salles.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Luzes acesas.

Acendem.
As luzes internas da "região urbana".
Diante dessa iluminação, vejo que,
O que parecia ser escuro,
Não tinha carência do claro,
Era apenas, incerto.

A nudez do seu eu,
Ao me encontrar no escuro, 
Era indiferente,
Tal, como se fosse à claridade.

O simples contato de quem se "dispunha"...
Agora consigo enxergar que, 
À relevância disso tudo em completo,
É bem menor, que,
Minha percepção poderia consentir.

O oposto da luz e do breu.
Do incerto e do claro.
Vejo o quanto se unem e se completam.
Vejo o quanto "justificam-se"
E o quanto se estendem inexplicavelmente.

Ah, mas amanhã é outro dia!

Há pouco, às luzes se apagarão...
E eu, espero estar por aqui.
Nesse espaço sem linhas.
Com esses versos sombrios,
Que se leem sem companhia,
Mas que se despertarão,
Ao raiar dos meus mais novos sentidos.
E, das luzes acesas


Tatiane Salles.

sábado, 26 de maio de 2012

Lágrimas.

É!
Aquele chafariz ambíguo,
Que nasce do profundo da alma,
E transborda pela fonte mais natural de um ser.
Ponto de foco e equilíbrio do corpo e da "fala".

É! 
Aquilo que todos já obtiveram, 
Orvalho, deserto, riacho, serenos patamares.
Que ultrapassaram deles, e te deixaram menos que sua metade.
Colinas, ruínas, nas cercas que os cerca.
Ou, algo que te trouxe/traz felicidade.

É!
Aquilo que dá sinal quando se nasce.
Que embala a vida na alegria e na tristeza,
Que mostra emoção no mais "inocente" dos olhares.
Que coexiste na ausência e na presença.
Na saudade do que já se foi, ou do que permanece, 
E não é mais seu.

São...
Prantos.
Transparentes águas.
Lacunas "escuras", notório "buraco"...
São... Lágrimas


Tatiane Salles.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Desenho de nós.

"Brincando".
Com lápis e pincel,
Tamanho enquadro,
Unindo-nos no papel.

Casamento sem concórdia,
Estável ou financeira.
Sem qualquer regra interferir
E com isso me importar.
Contentando-me somente em te ter,
Em um simples,
Em um modesto, simples e
 Exclusivo rabiscar.

De eu e você, juntos...
No desenho de nós.


Tatiane Salles.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Insônia.

Anoiteceu!
E o relógio...

Tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac.
Tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac.
Tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac.
Tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac.

Tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac.
Tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac. 
Tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac.
Tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac.

Tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac.
Tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac. 
Tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac.
Tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac.

Pausas...
Regadas à luz sem claridade,
Solidão e tormento...
Madrugada fria em desalento.
E por entre as interrupções ainda...

Tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac.
Tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac. 
Tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac.
Tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac.

Tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac.
Tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac.
Tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac.
Tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac.

Tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac.
Tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac.
Tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac.
Tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac.

Amanheceu!


Tatiane Salles.