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terça-feira, 15 de maio de 2012

Venha sol!

Sol...
Venha sol!
Esquentar à escuridão do teu último beijo.
Venha sol!
Traga consigo toda paz,
E sossego.
Venha sol, faça-a sentir os seus permanentes raios,
Que sua força resplandece, ouro, em pele...
Mas tenha cautela, não à queime,
De feridas já se bastam aquelas,
Que o outro "afeto" minguante lhe deixou.
Venha sol! 
Invada sua alma que necessita de claridade,
Venha sol!
Escolha por ela o amor, que, sempre teve vontade.
Sol, venha!
Fique aqui, quando a noite estiver lá fora,
Só se ponha quando a lua estiver cheia,
De esperanças, encantos,
Aconchego tamanho, serena...
E quando esse período  passar,
Ela sera à primeira à chamar:
Renasça... 
E sem ondulações,
Venha sol,
Sol, venha!!!


Tatiane Salles.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Recordo-me...

Recordo-me...
Do encontro inesperado,
Do "amor" que lhes deixava,
Tolos, gigantes bobos,
E que foi, "ocasionalmente", dilacerado.

Recordo-me...
Do medo que lhes assopravam as costas,
Das mascaras que os envolvia,
Da falência múltipla de ambos os corações,
E da dormência, em revelia.

Recordo-me...
Da não admissão...
Da "ingenuidade" do casal,
Que se eram apaixonados...
E que erros inconsequentes,
Os pusera, sobretudo, um do outro ausente...
Acabados, mutilados!

Recordo-me...
Das cenas finais.


Tatiane Salles. 

domingo, 13 de maio de 2012

Amor tão puro, amor tão raro. (Feliz dia das mães!)

Mamãe, ser mais belo.
Ser tão lindo.
Pedra radiante, que brilha,
Minha luz, minha diva, que reluz...
E quem abaixo de Deus, me deu à vida.

Palavras são pouco,
Presentes são mínimos,
Amor tão puro, amor tão raro,
É o que por ti, sinto.

Quero te ter pra sempre,
E que esse pra sempre seja mesmo eterno enquanto dure,
Todos os abraços, alegrias, inesquecíveis momentos...
E já, pelas, brigas e desentendimentos,
Eu peço, que, por favor, me desculpe.

Saiba que:
 Ás minhas horas é pra ver você ao lado,
E que o meu prazer é te ter todos os dias aqui comigo,
Minha querida.
E que o meu sorriso é mais largo,
Que todo cansaço parece mais fraco,
Ao ouvir você me chamar de, filha.
Parabéns pelo seu dia!

(Homenagem à minha mamãe, Valéria. E à todas às mamães... Feliz dia das mães!)


Tatiane Salles. 

sábado, 12 de maio de 2012

Retrato vivo.


Ela atravessava limites,
Permitindo-se à qualquer sentimento,
Sem medo de ser feliz,
Sem ter porque, sem se compreender.
Seca em chafariz.

Vestia blusas coloridas, 
Para tentar transmitir,
O que nem ela sabia.
Compartilhava felicidade,
Quando, talvez, na verdade, 
Nem mesmo sentia.

Ego-contraditório.
Lembranças unitárias,
Reunidas e vividas,
Entre almas, álbuns e físico.
Desculpas, ações,
Encontros e separações,
Fotografias de um retrato vivo.


Tatiane Salles.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Muita das vezes...

Muita das vezes,
Reconheço além da minha memória,
Além dos mares, penínsulas,
Além da poesia que me aflora.

Muitas das vezes,
Me sinto tão minuscula,
Outras tão imensa, quanto,
O significado de um sorriso comum.

Muita das vezes,
Ao olhar no espelho, eu me ignoro,
Logo após, me sinto tão só comigo mesma,
E me pego estendendo-me os meus braços ao meu mais arrogante eu.

Muita das vezes me nasce palavras,
Idéias jogadas...
E no alto espanto, eu grito como tantos...
Sejam-bem-vindas.
Outras, perco a razão e no meu coração,
Sem seu amuleto, inteiro,
Vejo que, ás vezes, o "muita das vezes" é o meu único ponto de partida.


Tatiane Salles.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Encerro.

Não sei o que te dá.
Na metade de mim, 
Que me trazias, enfim,
Votos mal feitos, imperfeitos,
Quando em hora, ainda, me ignoras...
E, o quê me dá?

Meu prazer que desafinava,
Diante dessa Bossa Nova linda,
Que insistentemente, se posicionava. 
Nesta música que zumbi. 
Com tom, ás vezes fúnebre,
Que tinha voz, mas não se ouvia.

E que destoava sua afinação,
Em meu íntimo, das mágoas, infinito...
Entre modos subjetivamente peculiares, 
Iguais os de antes, 
Tão como seu jeito de demonstrar,
Único e irrelevante.

Logo me livrando,
Desse teu mundo sistemático e irônico,
Do "amor" que era platônico.
Que iludia, e ainda, pouco perturba...
Me deixava calvo,
Em outro espaço, outra rua.
E como tal, doía.

Proporcionalmente, 
Em um intervalo de tempo, 
Tudo tomaria nova frequência.
Faria resplandecer nova paciência...
Sem que eu estivesse assim,  me recuado.
Para que nada agisse contra o vento,
"Agradáveis"/"inválidos"/"perfeitos" momentos.
Isto é, se tu não tivesses me desligado...
Como estes próprios versos, 
Que hoje aqui, sobre você, eu encerro.


Tatiane Salles.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Se...

Se, você,
soubesse
sentir
saudades,
sem
sentir
solidão...
Seria
simples
sorrir
sem
sofrer.


Tatiane Salles.