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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Sombra.

Sombra!
E que vale é este em que cheguei?
Acho que me perdi,
Pelas mesmas ruas escuras e frias,
Que por tanto vaguei.

Estava tudo bem, 
Eu só me sentia muito só
E que por ao redor,
Lento soava o tempo,
Entusiasta do relento,
Que, com classe, assombrava "nós dois".

Estava tudo bem,
Você se escondia em mim
E eu te guardava com todo carinho.
Mas, logo, me sentia agoniada,
De forças não mais ter, 
Para me encontrar dentro de si.
E de frio/tristeza, eu "morri".

Obs: E tudo ficou bem, pra você!

E hoje, o que me assombra, é à sua...
Nostálgica sombra!


Tatiane Salles. 

domingo, 29 de abril de 2012

Essencialmente agridoce.

Os valores de quem me fascina.
E não seria qualquer pessoa que me encanta, 
Seletiva alma feminina,
Sois entre-tantas. 

Sobretudo, pouquíssimas são como eu.
Que ama deliciosamente, com árduo amor,
Porém, veste Prada,
Para os enganar 
E lhes esconder à dor.

Não sou necessariamente eu
Quem aqui vos escreve.
Sou o outro lado da face.
A face que nunca fica alegre.

Mulher que palavras tece...
Que possui mais exuberante pose.
"Intransigente", 
Irreverente,
Essencialmente agridoce.


Tatiane Salles.


sábado, 28 de abril de 2012

No alto da escada.

Era uma vez,
Uma enorme escada.
Que me levará aos andares,
Bem superiores ao nível do térreo,
Pra lá das nuvens e desencontros d'uma estrada.
Quando chegava quase no alto, bem lá
No topo, eu descia. Tão merecida,
Era á alegria, pois fostes,
Ali, que encontrei à paz...
Tão sonhada.

 

Em cima,
Onde toda luz é pura e divina,
No alto da escada.








                                                                   Tatiane Salles.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Pensamentos trazem.

Pensamentos levam...
E de dentro eu vejo, uma noite serena, cidade pequena,
Cantarolando estrelas no céu.

Pensamentos levam...
E uma tarde ensolarada, margaridas na calçada,
Jardim radiante, cor de mel.

Pensamentos levam...
E uma manhã formidável,
Leite e café, pão com manteiga.
E bolo de chocolate, chocolate com cereja.

Pensamentos levam...

Pensamentos levam, trazem.
E por que permaneces, pensamento?
Pensamentos, trazem e levam...
E por que, até nas coisas mais simples, retrocedes?

Pensamento indisvendável.
Sentimento complicado.
E eles insistem em me acuar...

Pensamentos trazem...
Lembranças de um amor de verão.


Tatiane Salles.

Não há.

Não há vestígio que não tenha nenhum valor,
E para falar a verdade, nada há.
Não há mistério sem uma solução exata.
Não se faz lei sem ser autoritária.

Não há, poeta sem rima,
Recreio sem piscina.
Não há sertanejo, sem imaginário "amante",
Muito menos "filme" real, sem figurante.

Não há pretérito perfeito ou futuro do pretérito.
Não há razão, gerundismo.
Não há pedra, pá e coração...
Nem há balão que fique infinitamente cheio.

Quando tudo foge da perfeição,
Definitivamente, não há fins que justifiquem os meios.

Pois, nem nada/tudo há!


Tatiane Salles. 

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A última vez.



E se hoje fosse?
O último dia com seus amigos,
Seu último olhar, seu último sorriso?


Fosse seu último abraço, último chamego
A última olhada no espelho? (Da alma._


O quê você faria se soubesse que essa foi a última vez que viu alguém que tanto ama?
O quê faria se deixasse alguém querido, com palavras frias e depois descobrisse que seria a última discussão?
Como agiria se recusasse um beijo e esse fosse o último?
Como se sentiria dando o último abraço?

Se eu soubesse que aquele dia seria o último, não teria brigado inutilmente. Não recusaria um beijo. Eu sentaria para rever todas aquelas fotos velhas e antigas que guardo num baú dentro de um baú. Não teria dito metade de todas aquelas coisas "absurdas".
Se soubesse que aquele dia seria o ultimo, não teria deixado você partir sem dizer adeus. Se soubesse, teria te abraçado, teria me desculpado por todas as vezes, que, futilmente, faltei com você. Teria respondido todas aquelas coisas que você me perguntava, e eu, tantas vezes em duvida, não respondia. Eu teria dito o quanto eu adoro você... E permaneceria ali, naquele ultimo abraço, esperando esperançosamente, para ver que aquele não era o ultimo.
Mas sim! Aquela foi a última vez...
E eu não sabia!


Tatiane Salles. 

terça-feira, 24 de abril de 2012

Testemunha.

Queria ser minha própria testemunha,
Para me acusar em meio à poesia antiga.
Ou, dinheiro para me comprar tudo o que de pagável há.

Queria ser à solidão.
Para ficar triste e poder chorar sozinha,
Longe dele e de ninguém para me acalentar.

Queria ser feiticeira e te livrar de todo cansaço físico que te indispôs essa semana.

Ou, quem sabe, um prego, para parafusar seu guarda roupa
E te ver beijar teu travesseiro, ás meia noite, como se fosse eu.

Queria não levar todos os meus escritos, ao demais, sentimentalismos...
E como não? Se nem no sopro das palavrinhas, por diante, eu mando mais.

Queria ser uma pedra arredondada.
Dura, concreta,
Distinta e compacta,
Livre de amadurecimento,
Abstrata de sentimento.
Uma felicidade!
Pura felicidade, nata.


Tatiane Salles.